Jovens do sistema socioeducativo de Minas participam de projeto-piloto de qualificação do CNJ
Projeto "Co.liga Socioeducativo" oferece cursos a adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, com apoio do GMF do TJMG.
Adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em Minas Gerais participam do projeto-piloto "Co.liga Socioeducativo", desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Fundação Roberto Marinho (FRM). O objetivo é ampliar as oportunidades de qualificação profissional e favorecer o desenvolvimento de habilidades, a autonomia e as novas perspectivas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A iniciativa tem o apoio dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMFs) dos Tribunais de Justiça de Minas Gerais (TJMG), de Pernambuco (TJPE), do Amapá (TJAM) e do Rio de Janeiro (TJRJ). Os cursos podem ser acessados na plataforma Co.liga, da FRM.
Unidades participantes
Em Minas, participam do projeto adolescentes e jovens vinculados a quatro unidades:
- Centro Socioeducativo de Uberlândia, no Triângulo Mineiro;
- Centro Socioeducativo de Alfenas, no Sul/Sudoeste do Estado;
- Centro Socioeducativo São Jerônimo, em Belo Horizonte;
- Casa de Semiliberdade Santa Amélia, em Belo Horizonte.
Na terça-feira (22/9), representantes do GMF do TJMG acompanharam presencialmente as atividades no Centro Socioeducativo São Jerônimo, na capital mineira. De acordo com o TJMG, a visita permitiu conhecer a dinâmica dos cursos e acompanhar a participação das adolescentes.
Antes do início das atividades, os participantes têm acesso ao catálogo de cursos e podem escolher os que mais se aproximam de seus interesses, objetivos e perspectivas. O portfólio contempla conteúdos nas áreas de Multimídia, Design, Tecnologia, Gastronomia, Moda e Patrimônio Cultural, além de formações de caráter transversal. Entre as opções, o curso de Moda e Sustentabilidade está entre os mais procurados pelas participantes da unidade São Jerônimo, localizada no bairro Horto, na Zona Leste de Belo Horizonte.
Protagonismo juvenil
Segundo o juiz titular da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Uberlândia, integrante da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) e coordenador-executivo do Sistema Socioeducativo do GMF/TJMG, José Roberto Poiani, a iniciativa contribui para ampliar as possibilidades de formação e fortalecer a participação dos adolescentes e dos jovens na construção de seus próprios percursos.
"Quando adolescentes têm a oportunidade de escolher uma formação que dialoga com seus interesses, eles deixam de ser apenas destinatários de uma atividade e passam a participar ativamente desse processo. O 'Co.liga Socioeducativo' reúne qualificação, acesso a novos conhecimentos e protagonismo juvenil, elementos importantes para a construção de novas perspectivas e projetos de vida."
Os jovens participantes realizarão dois cursos, com carga horária de cinco horas cada um. A primeira formação segue até 25/9, e a segunda, de 28/9 a 2/10, com previsão de uma hora diária de atividades. A organização pode ser adaptada de acordo com a dinâmica de cada unidade.
Estrutura e certificação
Em Minas Gerais, os cursos são realizados nos laboratórios de informática das próprias unidades socioeducativas, com acesso a computador, internet e aos recursos necessários para o desenvolvimento das atividades.
O projeto prevê a formação de profissionais da socioeducação que atuam como facilitadores e mediadores no acompanhamento dos adolescentes e jovens, com o apoio da Fundação Roberto Marinho. Eles participaram de capacitação para utilização da plataforma e de cursos do próprio portfólio da Co.liga.
Ao final do percurso, está prevista para outubro a certificação dos adolescentes, dos jovens e dos profissionais mediadores, além da avaliação dos cursos realizados.
Articulação
Segundo o GMF/TJMG, o projeto-piloto reforça a importância da articulação entre as instituições para a construção de oportunidades de educação, qualificação profissional, autonomia e participação, reconhecendo adolescentes e jovens como sujeitos ativos na definição de seus interesses e na construção de seus percursos formativos.
A iniciativa faz parte da agenda Justiça Juvenil do CNJ, que visa assegurar a proteção integral e a prioridade absoluta a adolescentes a quem se atribui a prática de ato infracional e qualificar a execução das medidas socioeducativas no País.
Com informações de assessoria de imprensa Fonte: Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)