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5 de outubro de 2026 Primeiro jornal online do Vale do Aço Região Metropolitana do Vale do Aço
Folha do Comércio

Saúde · Coronel Fabriciano

Rede de apoio é fundamental no tratamento do câncer de mama, afirma oncologista do HMC

Em alusão ao Outubro Rosa, a história de uma paciente de Coronel Fabriciano atendida pelo SUS mostra o papel de familiares, amigos e profissionais de saúde durante o tratamento.

Redação Folha do Comércio

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Márcia de Almeida com o marido Magno e os filhos Ana Clara e Pedro Augusto
Márcia de Almeida com o marido Magno e os filhos Ana Clara e Pedro Augusto Foto: Divulgação

A rede de apoio formada por familiares, amigos e profissionais de saúde é parte importante do tratamento do câncer de mama, segundo o oncologista clínico Luciano Viana, da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha (HMC). A informação foi divulgada pela assessoria de comunicação da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), em alusão ao Outubro Rosa.

A moradora de Coronel Fabriciano Márcia de Almeida, de 51 anos, é paciente do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a assessoria, ela descobriu o câncer de mama no início de 2026, durante o autoexame. Ao perceber uma alteração, procurou um mastologista e recebeu o diagnóstico ainda em estágio inicial, embora com progressão rápida. Depois da cirurgia para retirada de nódulos malignos e benignos, ela faz quimioterapia na Unidade de Oncologia do HMC.

Segundo a assessoria, desde a descoberta Márcia não realizou nenhuma consulta ou sessão de tratamento sozinha. O esposo, os filhos, a cunhada e a sobrinha se revezam para acompanhá-la.

“A rede de apoio para mim está sendo meu suporte, não é fácil você passar por isso sozinha. É muito difícil, mas com os familiares, os amigos, as pessoas ao redor da gente, é muito mais fácil passar por isso, você sabe que não está sozinha”, relata Márcia.

Ela afirma que o apoio vai além da unidade de oncologia. “A rede de apoio vai muito além do tratamento na oncologia, vai para casa. As pessoas me mandam jantar, almoço, minha cunhada sempre manda bolo, que ela sabe que eu gosto. Outros mandam sopinha. É muito importante”, conta. Ela também reconhece momentos de solidão: “Você ainda sente uma solidão interna, às vezes você aparenta estar bem, mas lá no fundo você não está. Então é um pouco solitário, mas aí entra a rede de apoio”.

Estar presente também é uma forma de cuidar

Para o oncologista Luciano Viana, a rede de apoio é parte do cuidado. “O câncer de mama mexe com a mulher, com a família, com o corpo e com a autoestima. Ela ter essa rede de apoio, tanto da equipe técnica, médica e multiprofissional, quanto o apoio familiar, é fundamental para que essa mulher se sinta acolhida, respeitada e ouvida”, afirma.

Segundo o médico, após o diagnóstico é comum que a mulher sinta medo, insegurança e solidão. “Quando ela recebe o apoio do familiar, do parceiro, ela se sente segura e com coragem para enfrentar cada etapa e vencer esse tratamento”, diz.

De acordo com o oncologista, não existe uma fórmula única para oferecer apoio, e uma das principais atitudes é estar presente. “Muitas vezes é apenas ouvir, estar do lado, com a mão estendida para acolher um momento que, às vezes, é de dificuldade”, explica.

Segundo a assessoria, a família também pode ajudar na busca por informações de qualidade, sempre em conjunto com a equipe que acompanha a paciente, já que informações sem respaldo podem gerar mais insegurança. Durante o tratamento, tarefas antes realizadas pela mulher podem precisar ser redistribuídas. “Essa pessoa já tinha toda uma tarefa definida dentro de casa e agora precisa de ajuda. É uma redistribuição de tarefas dentro de casa que tem que ser entendida e acolhida”, ressalta o médico.

Incentivar hábitos saudáveis, respeitar os dias de maior cansaço e oferecer carinho também fazem parte desse cuidado. “Um abraço, um carinho, uma palavra de incentivo, fazê-la perceber que ela é forte”, afirma Luciano Viana.

Diagnóstico precoce

No Brasil, são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028, segundo informações repassadas pela assessoria. Na Unidade de Oncologia do HMC, no primeiro semestre de 2026, 11,7% dos pacientes atendidos estavam em tratamento contra o câncer de mama.

Para o oncologista, identificar o tumor em fase inicial amplia as possibilidades de tratamento. “Diagnosticar precocemente significa identificar a doença na fase inicial, com menos de dois centímetros e sem ter disseminado para os linfonodos ou para as outras estruturas do corpo. Quando detectamos a doença nessa fase, temos muita chance de, com um procedimento menos agressivo, curar essa paciente”, explica.

O médico orienta que alterações percebidas nas mamas sejam avaliadas por um profissional de saúde. Segundo a assessoria, alguns sinais que merecem atenção são:

  • mudanças no volume ou formato da mama;
  • retração da pele;
  • inversão do mamilo;
  • alteração da coloração e vermelhidão;
  • aspecto de “casca de laranja”;
  • secreção pelo mamilo;
  • surgimento de ínguas na axila.

Márcia deixa um recado a outras mulheres: “Se toquem, não tenham vergonha de se tocar e procurem atendimento. Não deixem de realizar o preventivo anual e não deixem de fazer o autoexame, que é muito importante”. Sobre a equipe que a acompanha, ela diz: “Desde a cirurgia, as consultas, a equipe de quimioterapia, todos foram muito bons comigo. Eles têm empatia e carinho com a gente”.

Luciano Viana reforça a mensagem da campanha: “Não tenha medo da prevenção nem do diagnóstico. Se a doença for identificada, vamos enfrentar e vencer juntos. Gostaria de ressaltar mais uma vez que o apoio da família e o acompanhamento de uma equipe multiprofissional são fundamentais para ajudar as pacientes durante o tratamento e para aumentar as chances de cura”.

Durante outubro, as fachadas das unidades da FSFX estarão iluminadas de rosa como símbolo da luta e da conscientização contra o câncer de mama. De acordo com a assessoria, a campanha reforça mensagens válidas durante todo o ano: conhecer o próprio corpo, manter o acompanhamento de saúde, realizar os exames indicados e procurar atendimento diante de qualquer alteração.

Márcia com o marido Magno, a filha Ana Clara Almeida e o genro Athos, e o filho Pedro Augusto, com a nora Ana Clara Pires
Márcia com o marido Magno, a filha Ana Clara Almeida e o genro Athos, e o filho Pedro Augusto, com a nora Ana Clara Pires
Luciano Viana, médico oncologista clínico do Hospital Márcio Cunha
Luciano Viana, médico oncologista clínico do Hospital Márcio Cunha
Fachada da unidade I do Hospital Márcio Cunha iluminada de rosa, em alusão ao Outubro Rosa
Fachada da unidade I do Hospital Márcio Cunha iluminada de rosa, em alusão ao Outubro Rosa
Fachada da unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha iluminada de rosa, em alusão ao Outubro Rosa
Fachada da unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha iluminada de rosa, em alusão ao Outubro Rosa

Com informações de assessoria de imprensa Fonte: Fundação São Francisco Xavier (FSFX) - Comunicação Social

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