Economia e Negócios · Belo Horizonte
Prévia da inflação sobe 0,79% em setembro na Região Metropolitana de BH
Segundo o IBGE, o IPCA-15 foi o segundo maior entre as 11 áreas pesquisadas; transportes tiveram a maior alta e a energia elétrica residencial, o maior impacto.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,79% em setembro de 2026 na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o segundo maior mensal entre as 11 áreas pesquisadas. No país, a variação no mês foi de 0,70%.
De acordo com o IBGE, a variação acumulada em 12 meses foi de 3,84% na RMBH, o terceiro menor resultado entre as áreas de abrangência da pesquisa. No Brasil, o acumulado é de 4,47%.
Transportes e energia elétrica
Na RMBH, oito grupos pesquisados registraram alta: Transportes (1,64%), Habitação (1,62%), Despesas pessoais (0,82%), Comunicação (0,62%), Artigos de residência (0,44%), Alimentação e bebidas (0,32%), Vestuário (0,29%) e Saúde e cuidados pessoais (0,26%). Educação teve variação negativa (-0,02%).
Transportes teve o maior aumento percentual. O grupo de Habitação concentrou o maior impacto individual positivo no índice geral: a energia elétrica residencial, com alta média de 5,69% e impacto de 0,22 ponto percentual (p.p.). De acordo com o IBGE, o aumento se deve ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em setembro. O gás de botijão caiu 1,18%, com impacto de -0,02 p.p.
Destaques por grupo
- Transportes (1,64%): etanol (6,35%), passagem aérea (5,39%), gasolina (3,35%) e conserto de automóvel (1,81%), com impactos respectivos de 0,04 p.p., 0,03 p.p., 0,17 p.p. e 0,14 p.p.
- Despesas pessoais (0,82%): o cigarro subiu 14,65%, com impacto de 0,08 p.p.; cinema, teatro e concertos caíram 4,56%, com impacto de -0,02 p.p.
- Saúde e cuidados pessoais (0,26%): produtos farmacêuticos subiram 0,68% (impacto de 0,03 p.p.) e produtos para pele caíram 3,06% (impacto de -0,02 p.p.).
- Alimentação e bebidas (0,32%): altas no tomate (20,66%), na batata-inglesa (7,32%), no biscoito (4,98%) e no arroz (4,61%), com impactos respectivos de 0,05 p.p., 0,02 p.p., 0,03 p.p. e 0,03 p.p. Entre as quedas, mamão (-12,91%) e feijão-carioca (-7,88%), com impacto de -0,02 p.p. cada.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026 e comparados com os vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2026.
Com informações de assessoria de imprensa Fonte: IBGE