Especialistas do Sabará Hospital Infantil dão dicas de cuidados com crianças nas férias
Orientações incluem vacinação em dia, hidratação, proteção solar e prevenção de afogamentos, segundo médicas e nutricionista do hospital.
Com o aumento das viagens em família no fim do ano, os cuidados com a saúde infantil exigem atenção redobrada, segundo especialistas do Sabará Hospital Infantil. De acordo com o hospital, manter a vacinação em dia, garantir hidratação, alimentação leve e proteção solar são medidas essenciais para prevenir doenças durante as férias.
As orientações foram reunidas pela dermatologista pediátrica Carolina Contin, pela nutricionista pediátrica Fernanda Rabelo e pela pediatra e coordenadora do Pronto-Socorro Caroline Peev.
Segundo Caroline Peev, as viagens, curtas ou longas, são benéficas para as crianças, desde que a rotina seja respeitada. A pediatra destaca que, com vírus circulando, principalmente os de doenças respiratórias, é importante verificar a carteira de vacinação, com atenção às vacinas meningocócica, pneumocócica, tríplice viral, tríplice bacteriana, Influenza A e B e contra a covid-19.
Vacinação
Algumas semanas antes da viagem, a criança deve passar pelo pediatra de costume para verificar a saúde e atualizar a carteira de vacinação. “É importante verificar se o local para onde foi definida a viagem não exige alguma vacina específica, como de Febre Amarela, por exemplo. Para viagens internacionais, é necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia”, explica Caroline Peev.
Alimentação
De acordo com o hospital, as crianças estão mais suscetíveis à desidratação e a diarreias, que normalmente ocorrem por infecção ou intoxicação alimentar nessa época. A recomendação é levar água mineral e alimentos para a criança durante a viagem, com preferência para frutas já cortadas, snacks de frutas e biscoito de polvilho. Alimentos pesados, que não fazem parte dos hábitos da criança, podem causar enjoo, náuseas e vômitos.
“A prevenção deve ser feita através da conservação adequada dos alimentos e hidratação constante. Ofereça às crianças frutas ricas em água, como abacaxi, melancia e uva, que hidratam e são fáceis de conservar em uma bolsa térmica”, explica a nutricionista Fernanda Rabelo.
Também é indicado respeitar a rotina das três refeições diárias, manter os lanches o mais saudáveis possível e respeitar a digestão por cerca de uma hora e meia, para evitar náuseas, vômitos e dores abdominais.
Proteção solar
A orientação é manter as crianças em áreas sombreadas, com roupas leves, óculos de sol e chapéu. O protetor solar deve ser aplicado antes da exposição e reaplicado a cada vez que a criança entrar no mar ou na piscina, ou a cada duas horas.
“Procure utilizar um filtro solar infantil porque eles têm menos componente químico na formulação, diminuindo a possibilidade de causar alergia solar. Escolha o que for indicado para cada faixa etária, mas sempre acima de FPS 30”, explica a dermatologista Carolina Contin.
A especialista indica ainda que, depois da piscina ou da praia, a criança tome uma ducha para tirar o cloro e o sal da pele, o que evita sensibilização e irritação, e que a pele seja hidratada em seguida.
Proteção contra mosquitos
Segundo o hospital, o interior e a praia têm muitos mosquitos e algumas crianças podem ser alérgicas às picadas, por isso o uso de repelentes é recomendado desde o entardecer. Se houver quantidade exagerada de insetos, a orientação é vestir a criança com calças e camisetas de manga longa.
A pediatra também aconselha levar brinquedos e atividades de pintura e montagem para distrair a criança durante o percurso. Em viagens de avião, se a criança tiver sintomas de doenças respiratórias, o ideal é adiar a viagem por causa das dores de ouvido provocadas pela pressão. “Se não for possível, realizem uma consulta com o pediatra antes da viagem e levem uma maletinha de medicamentos para emergências”, afirma Caroline Peev.
Afogamento
Segundo a assessoria, o afogamento acontece de forma rápida e silenciosa. A principal recomendação é nunca deixar crianças sozinhas na piscina, lago, rio, mar, balde, tanque, vaso ou pia, e incentivar o uso de boias e coletes salva-vidas.
De acordo com a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o afogamento é a segunda maior causa de mortes entre crianças de 1 a 4 anos. A ONG Criança Segura aponta que a sufocação é a principal causa de morte acidental de bebês de até um ano. Sobre queimaduras, o Ministério da Saúde detalha que três a cada dez vítimas são crianças, e os motivos mais comuns são água quente ou contato direto com o fogo.
“A vigilância com bebês e crianças é essencial, já que esse tipo de acidente costuma acontecer de maneira silenciosa e rápida. Elas não têm noção dos riscos e, por isso, além de usar os protetores básicos como boias e salva-vidas, é importante que sempre haja um adulto por perto”, afirma Caroline Peev.
A pediatra explica que a morte por afogamento ocorre por asfixia devido à aspiração de líquido, que obstrui as vias aéreas. “Uma criança pode perder a consciência em cerca de dois minutos e os danos cerebrais começam a aparecer porque ela fica sem oxigenação”, diz.
Dicas para evitar afogamentos em casa:
- áreas de serviço, banheiros e quintais com piscinas devem ter acesso restrito;
- evitar deixar bacias, baldes ou piscinas infantis com água enquanto não estiverem em uso;
- nunca deixar crianças sozinhas, principalmente dentro ou perto da água, mesmo no banho;
- evitar deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina;
- usar boias apropriadas para a idade da criança nas piscinas.
Com informações de assessoria de imprensa Fonte: Sabará Hospital Infantil